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sábado, 1 de outubro de 2011

A SEGURANÇA DO TRABALHO E A INCLUSÃO DE PPD’S NO AMBIENTE DE TRABALHO

A SEGURANÇA DO TRABALHO E A INCLUSÃO DE PPD’S NO AMBIENTE DE TRABALHO
Pedro Rogério Villar Barreto*

            Atualmente a uma política por força de lei sobre a admissão de pessoas portadoras de deficiência nas empresas. Com intuito de incluir socializar essas pessoas na sociedade, empresas com mais de 100 funcionários são obrigados a ter funcionários desse tipo em seu quadro de empregados.
            O único problema é dificuldade das empresas conseguirem esses funcionários “especiais” e conseguir admiti-los em seu quadro. A falta de qualificação é grande problema e dilema enfrentado nesse quadro. Existe a falta de adaptação no ambiente físico das mesmas com finalidade de melhorar o acesso de deficientes no ambiente da empresa.
            Existem vários fatores que dificultam o acesso dessas pessoas no ambiente, e uma delas é a questão sobre a segurança do trabalho. Com normas técnicas arcaicas, estas, seguidas a risca não contemplam as necessidades especiais desse público nessa questão. Vemos também profissionais da área de segurança e medicina do trabalho não atendo de forma correta esse público. Planejando planos de segurança sem pensar que pode ter nesse ambiente deficientes auditivos ou cadeirantes, por exemplo.
            Lembro, que durante minhas experiências profissionais, em uma construção de um galpão industrial, tive uma discussão profissional com um engenheiro de segurança do trabalho que estava projetando o PPCI¹ desse local. O motivo da discussão foi sobre o fato de existir somente o alarme sonoro de incêndio, eu, sabendo que naquela empresa existia colaboradores com deficiência auditiva e que deveria, juntamente com sinal sonoro, existir uma sinal visual para avisar esses funcionários sobre o principio de sinistro e para evacuarem o prédio. Não consegui que aplicassem tal modificação no projeto, pois o engenheiro argumentou que não era necessário e que a normatização brasileira não contemplava tal modificação no projeto.
            De acordo com esse relato, vemos é problemática essa questão. Devemos é nos adaptar a essa nova realidade, nós, profissionais prevencionistas, juntamente com a sociedade, não deve medir esforços para mudara essa realidade.
            Acessibilidade é questão séria e que deve ser tradada de forma não banalizada. Somente fazer rampas não é suficiente, pois acessibilidade é igual independência. Pensando dessa maneira, poderemos melhorar a qualidade de vida desse profissionais e facilitar seu acesso nas empresas.
            Limitações todos os profissionais tem, o problema quando isso é motivo de hostilização pelo restante do mercado de trabalho. Deixar o ambiente menos hostil para os PPD’s é uma das missões dos profissionais de segurança do trabalho.
1) Plano de Prevenção e Combate a Incêndio.
*Pedro Rogério Villar Barreto é Técnico em Segurança do Trabalho formado pela Escola Técnica da UFRGS com mais de 6 anos de experiência na área e Estudante de Ciências Sociais pela UFRGS.

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